Duterte visita pela 1ª vez cidade das Filipinas ocupada por jihadistas

Manila, 20 jul (EFE).- O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, visitou nesta quinta-feira a cidade de Marawi, no estado de Mindanao, ocupada parcialmente por jihadistas ligados ao Estado Islâmico (EI) desde o último dia 23 de maio.

O governante se reuniu em um acampamento militar com as tropas que tentam libertar as áreas tomadas por guerrilheiros do Grupo Maute e seus seguidores, informou à Agência Efe o porta-voz do exército filipino, Ray Tiongson.

Duterte agradeceu aos soldados pelo "sacrifício" neste conflito que já deixou mais de 550 mortos e quase 400.000 deslocados, e depois viajou para Davao, outra cidade de Mindanao da qual foi prefeito durante 22 anos antes de assumir a chefia do Estado filipino, há pouco mais de um ano.

O exército tenta render com bombardeios, ataques aéreos e operações sobre o terreno os insurgentes fortemente armados que ainda controlam quatro bairros da cidade.

A visita a Marawi aconteceu em completo caráter secreto, tanto que só foi revelada aos meios de comunicação depois que o governante deixou a cidade.

Desde o início do conflito até hoje, Duterte tinha tentado visitar a cidade em duas ocasiões e em ambas o mau tempo frustrou seus planos.

A crise de Marawi começou no último dia 23 de maio quando centenas de combatentes do grupo Maute, apoiados por jihadistas locais e estrangeiros, pegaram em armas na cidade exibindo bandeiras do EI e destruindo instalações em sua passagem.

Nesse mesmo dia, Duterte declarou a lei marcial em todo estado de Mindanao, onde vivem 20 milhões de pessoas, e nesta semana solicitou ao Congresso que prorrogue até 31 de dezembro esta medida de exceção cuja vigência expira em 22 de julho.

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