Procurador-geral dos EUA quer continuar no cargo apesar de ataques de Trump

Washington, 20 jul (EFE).- O procurador-geral dos Estados Unidos, Jeff Sessions, assegurou nesta quinta-feira que tem a intenção de continuar em seu cargo, "sempre e quando for apropriado", apesar das investidas do presidente Donald Trump, que ontem criticou sua decisão de se distanciar das investigações sobre a interferência russa nas últimas eleições presidenciais americanas.

"Tenho a honra de ajudar como procurador-geral. É algo que vai além de qualquer ideia que pensava para mim mesmo. Adoro este trabalho, amo este departamento e penso em continuar exercendo este cargo sempre e quando for apropriado", disse nesta quinta-feira Sessions em uma coletiva de imprensa para revelar uma operação policial.

O titular de Justiça respondeu desta maneira às criticas que Trump proferiu contra ele. O presidente assegurou ontem, em uma entrevista ao "The New York Times" que, se soubesse que Sessions se afastaria da investigação sobre os vínculos da sua campanha com a Rússia, não o teria escolhido para o cargo.

"Francamente, acredito que é muito injusto para o presidente, e esse é um termo suave", afirmou Trump sobre a decisão de Sessions de se afastar da investigação. "Por que assume um trabalho e depois se recusa a fazê-lo?", acrescentou o presidente.

Em março, Sessions decidiu se afastar da investigação russa depois que veio à tona a informação de que ele teve dois encontros com o embaixador russo nos EUA, Sergey Kislyak, durante a campanha presidencial, período em que o titular do Departamento de Justiça se converteu em um dos assessores mais próximos de Trump.

Sessions não revelou esses encontros durante a sabatina de confirmação do cargo no Senado e este foi o motivo pelo qual ele teve que se distanciar da investigação russa.

Frente à insistência da imprensa, Sessions se limitou a dizer que o Departamento de Justiça continuará "trabalhando duro em prol dos interesses da nação" e seguirá se esforçando para desenvolver as prioridades de Trump, que defendeu mais rigor no sistema judicial.

"Acredito plenamente que seguiremos dirigindo este departamento de maneira efetiva", enfatizou Sessions.

A investigação sobre a Rússia se encontra agora nas mãos do procurador especial Robert Mueller, diretor do FBI entre 2001 e 2013.

Mueller está tentando averiguar se a campanha do agora presidente Donald Trump se reuniu com integrantes do Kremlin para coordenar ações que pudessem influenciar no resultado das eleições de 2016. EFE

bpm/rpr

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