Polícia israelense expulsa imprensa internacional da Esplanada das Mesquitas

Jerusalém, 21 jul (EFE).- A polícia de Israel expulsou os jornalistas de meios internacionais das imediações da Esplanada das Mesquitas, onde nesta sexta-feira centenas de fiéis muçulmanos se reuniram para rezar nos arredores do recinto em protesto pelas restrições de acesso e outras medidas de segurança.

A Agência Efe pôde constatar que vários jornalistas de distintas nacionalidades foram retirados de forma truculenta do local por agentes da polícia israelense, mas a situação em torno da Esplanada das Mesquitas era tranquila e não houve nenhum incidente de segurança no Portão dos Leões.

Além disso, os agentes impediram que os jornalistas entrevistassem muçulmanos que oravam nas ruelas da Cidade Antiga, bem como fazer imagens do local e da ampla operação de segurança na região.

O Escritório de Imprensa do governo de Israel assegurou nos últimos dias que tinha instruído a polícia para que facilitasse o trabalho dos jornalistas internacionais devidamente credenciados sempre que "a ordem pública fosse mantida".

Para chegar até as cercanias da Esplanada das Mesquitas era necessário passar por vários controles policiais. Apesar da restrição de acesso à imprensa, o mesmo era permitido aos turistas.

Na manhã de hoje, o governo israelense decidiu não retirar os detectores de metais que instalou nas entradas do complexo de Al Aqsa dois dias depois de um atentado que resultou em cinco mortes na última sexta-feira.

Três árabe israelenses saíram da mesquita de Al Aqsa e dispararam contra dois policiais, também árabe-israelenses, resultando na morte de todos eles.

As autoridades israelenses assinalam que a instalação de detectores de metais e câmeras tem como objetivo evitar outros ataques deste tipo, mas os muçulmanos entendem que esta ação pode violar o status quo do local sagrado.

Hoje sexta-feira, dia de oração muçulmana, a entrada da mesquita de Al Aqsa ficou vetada aos homens maiores de 50 anos e meios de comunicação árabes informaram esta manhã que a polícia impedia em Latrun a entrada em Jerusalém de ônibus com fiéis muçulmanos que estavam a caminho da Esplanada das Mesquitas.

Os fiéis muçulmanos se dirigiram até o local em resposta à convocação do Mufti (líder religioso) e de diversas organizações islâmicas para comparecerem em grande número para rezar nos arredores de Al Aqsa em protesto pela instalação de detectores de metais.

Ao longo da manhã foram registrados pequenos incidentes em torno do Portão de Damasco, como um empurra-empurra enquanto a polícia impedia a passagem de jovens palestinos que queriam se aproximar do local.

Neste recinto, situado em território ocupado e um dos pontos mais explosivos do conflito palestino-israelense, está a mesquita de Al Aqsa e o Domo da Rocha e é considerado o terceiro lugar mais sagrado do islã, enquanto que para o judaísmo, que o chama de Monte do Templo, se trata do primeiro.

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