Congresso dos EUA fecha acordo para sanções a Rússia, Irã e Coreia do Norte

Washington, 22 jul (EFE).- As duas câmaras do Congresso dos Estados Unidos chegaram a um acordo para impor novas sanções à Rússia pela suposta ingerência nas eleições americanas do ano passado e a suas ações na Ucrânia, uma proposta que será votada durante a semana e que colocará em uma incômoda situação o presidente Donald Trump.

Além disso, o plano, anunciado neste sábado, inclui no mesmo pacote novas sanções a Irã e Coreia do Norte, muito criticados pelo governante.

A Câmara dos Representantes deve votar o projeto na terça-feira, e o Senado o fará pouco depois, segundo a imprensa americana.

A votação será realizada sob um procedimento expresso reservado para projetos de lei que contam com muito respaldo, e espera-se que a proposta seja aprovada por uma maioria de dois terços nas duas câmaras, um apoio suficientemente amplo para invalidar qualquer veto que Trump tente impor posteriormente.

Se o apoio à lei não chegar a dois terços, Trump deverá escolher entre vetar o projeto e receber ainda mais críticas sobre seus supostos laços com o Kremlin, ou assiná-lo e impor algumas sanções com as quais não está de acordo.

A Casa Branca argumentou que aumentar as sanções a Moscou complicaria seu esforço para melhorar as relações com a Rússia e, sobretudo, protestou por um mecanismo que limitaria a capacidade de Trump de suspender as restrições.

Trump só poderia barrar as sanções à Rússia com a aprovação do Congresso, uma condição que a Casa Branca tentou sem sucesso tirar do projeto e que revela a desconfiança de muitos legisladores no critério do governante no que se refere a Moscou.

O projeto de lei é uma variação do que foi aprovado pelo Senado em meados de junho, que continha sanções contra a Rússia e o Irã, mas que estagnou na Câmara dos Representantes, em parte devido à pressão da indústria de petróleo e gás americana por sua possível perda de negócios com companhias russas.

O novo texto pede sanções à Rússia não só pela sua interferência nas eleições presidenciais americanas de 2016, mas também por sua atividade militar no leste da Ucrânia e sua anexação da peninsula ucraniana da Crimeia em 2014.

A lei sancionaria ainda russos envolvidos em violações aos direitos humanos, responsáveis por ataques hackers e indivíduos que tenham fornecido armas ao regime sírio de Bashar al Assad.

"Devido às muitas transgressões da Rússia e à aparente incapacidade do presidente Trump em lidar com elas, é essencial ter uma lei de sanções fortes", disse hoje o líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, em um comunicado.

Quanto ao Irã, o projeto de lei impõe sanções financeiras e proíbe a entrada nos EUA de pessoas envolvidas no programa de mísseis balísticos do Irã e de quem negocia com elas.

A lei também obrigaria o governo americano a aplicar sanções à Guarda Revolucionária do Irã por seu "apoio ao terrorismo" e a sancionar violadores de direitos humanos.

Os líderes republicanos na câmara baixa decidiram recentemente incorporar ao projeto algumas sanções contra a Coreia do Norte aprovadas em maio e que ainda não tinham recebido a autorização do Senado.

Essas sanções proibiriam a entrada nos Estados Unidos de bens produzidos graças a trabalhos forçados no paóis asiático, e vetariam a chegada a portos americanos de barcos norte-coreanos ou provenientes de países que não implementem as resoluções da ONU contra Pyongyang.

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