Trump defende poder de perdão presidencial no contexto da trama russa

Washington, 22 jul (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu neste sábado seu poder para perdoar crimes, que supostamente está avaliando no contexto das investigações da interferência russa nas últimas eleições presidenciais, e criticou os meios de comunicação por seus "vazamentos ilegais", como o relativo a seu procurador-geral, Jeff Sessions.

"Ainda que todos estejam de acordo que o presidente dos EUA tem o poder absoluto de perdoar, para que pensar nisso quando por enquanto os únicos crimes são os VAZAMENTOS contra nós. NOTÍCIAS FALSAS", escreveu Trump em um tweet no início dessa manhã.

O jornal "The Washington Post" informou nesta quinta-feira que Trump pediu informação à sua equipe sobre seu poder executivo para indultar seus assessores, seus familiares e inclusive a si mesmo, e que os seus advogados estão avaliando até onde chega essa atribuição.

Os presidentes dos EUA têm a autoridade de indultar terceiros por crimes federais, mas não está claro se podem perdoar a si mesmos, uma possibilidade que não está explicitamente proibida na Constituição, mas que alguns especialistas consideram inviável porque representaria um claro conflito de interesse.

O uso da palavra "absoluto" por parte de Trump sugere, em qualquer caso, que o presidente não vê muitos limites à sua autoridade e poderia considerar usá-la em relação às investigações do FBI e do Senado pelos supostos laços entre sua equipe e o governo russo durante a campanha eleitoral de 2016.

Trump também se referiu, em outro tweet, à informação revelada nesta sexta-feira pelo "Washington Post", sobre as atividades do procurador-geral dos EUA, Jeff Sessions, durante a campanha eleitoral.

Sessions, que então era senador, falou durante uma reunião com o embaixador russo em Washington, Sergei Kislyak, sobre assuntos relacionados com a campanha de Trump, um fato que o agora procurador-geral tinha negado até o momento.

"Um novo VAZAMENTO DE INTELIGÊNCIA do 'Washington Post', propriedade da Amazon, desta vez contra o procurador-geral Jeff Sessions. Estes vazamentos ilegais, como os do (ex-diretor do FBI, James) Comey, devem parar!", afirmou Trump, em referência às fontes de inteligência citadas pelo jornal.

Trump não expressou preocupação sobre a conduta de Sessions, a quem esta semana criticou abertamente, durante uma entrevista ao "The New York Times", por sua decisão de afastar-se das investigações relacionadas com a trama russa no Departamento de Justiça.

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