Autoridades iraquianas punirão civis que ocultarem jihadistas

Erbil (Iraque), 23 jul (EFE).- A Segurança Nacional do Iraque anunciou neste domingo que aplicará penas de cinco a seis anos de prisão aos civis que oferecerem refúgio a integrantes do Estado Islâmico (EI), após o grupo jihadista ter sido expulso da cidade de Mossul.

O orgão estatal detalhou em comunicado que a decisão foi tomada em coordenação com a Inteligência Militar, as Forças Antiterroristas, a polícia local e o Exército iraquiano, mas não explicou como a medida será aplicada.

O Exército iraquiano divulgou fotos nas quais é possível ver supostos integrantes do EI vestidos de mulheres e maquiados para passarem despercebidos pelos controles das tropas governamentais e escaparem de Mossul.

O ex-governador da província de Ninawa - da qual Mossul é capital -, Azil al Nayifi, disse em comunicado que "um terço dos combatentes do EI se infiltraram entre os civis e escaparam para diferentes regiões do Iraque", com identidades falsas ou subornando as forças de segurança.

Seis integrantes do EI foram detidos na parte antiga de Mossul, em meio a uma campanha na qual foram inspecionadas mais de mil casas, informou o comandante da Polícia Federal iraquiana, Raide Shaker Yaudat.

A Polícia também encontrou munição e armas, além de prisões do grupo jihadista no centro da cidade, que foi seu principal reduto até pouco tempo atrás.

No mesmo contexto, os efetivos da Direção de Inteligência Militar descobriram um centro de treinamento com equipamentos esportivos e camas que pertenciam aos extremistas.

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