Casa Branca garante que Trump não planeja dar indultos por trama russa

Washington, 23 jul (EFE).- A Casa Branca assegurou neste domingo que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não está considerando indultar seus assessores, sua família ou a si mesmo em resposta às investigações sobre a trama russa, um dia depois de o governante defender seu "absoluto" poder de perdão presidencial.

O novo diretor de comunicação da Casa Branca, Anthony Scaramucci, e um advogado pessoal de Trump, Jay Sekulow, falaram sobre o tema em diferentes entrevistas televisivas.

"O presidente não está pensando em perdoar ninguém", disse Scaramucci em uma entrevista à emissora "CNN".

No entanto, em outra entrevista para a "Fox News", Scaramucci reconheceu que na semana passada falou com Trump sobre o assunto do perdão presidencial.

"Estive no Salão Oval com o presidente na semana passada, e falamos sobre isso. Ele o trouxe à mesa, mas disse que ele mesmo não necessitará de um perdão" por temas relacionados com a Rússia, acrescentou o novo diretor de comunicação.

Por outro lado, um dos advogados pessoais de Trump, Jay Sekulow, garantiu hoje que não teve nenhuma "conversa com o presidente sobre os perdões presidenciais".

"Não conversamos sobre perdões e os perdões não estão sobre a mesa", afirmou Sekulow à emissora "ABC News".

Trump escreveu ontem no Twitter que "o presidente dos EUA tem o poder absoluto de perdoar" crimes federais, ainda que tenha salientado que o único delito relacionado com a Rússia são os "vazamentos" dos meios de comunicação sobre o tema.

O jornal "The Washington Post" informou nesta quinta-feira que Trump pediu informação à sua equipe sobre seu poder executivo para indultar seus assessores, seus familiares e inclusive a si mesmo, e que os seus advogados estão avaliando até onde chega essa atribuição.

Os presidentes dos EUA têm a autoridade de indultar terceiros por crimes federais, mas não está claro se podem perdoar a si mesmos, uma possibilidade que não está explicitamente proibida na Constituição, mas que alguns especialistas consideram inviável porque representaria um claro conflito de interesse.

O advogado de Trump disse hoje que não tem certeza se o presidente tem essa autoridade, e que "é algo que nunca se esclareceu porquê nunca ocorreu" na história dos Estados Unidos.

"De uma perspectiva constitucional ou legal não pode descartar-se (essa possibilidade)", opinou Sekulow, que considerou que uma tentativa de fazê-lo acabaria seguramente na Suprema Corte para determinar a sua constitucionalidade.

"O que posso dizer é que na equipe legal (de Trump) não estamos investigando esse tema, porque a questão dos perdões não está sobre a mesa, não há nada que perdoar", concluiu.

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