Duterte promete continuar com "guerra antidroga" em discurso anual à nação

Manila, 24 jul (EFE).- O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, prometeu nesta segunda-feira em seu discurso sobre o estado da nação continuar com a "guerra antidroga", apesar das críticas, e reconheceu a difícil situação das tropas no conflito com jihadistas no sul do país.

"Eu tenho me proposto que, sem importar quanto tempo leve, a guerra contra as drogas ilegais continuará", disse Duterte perante o parlamento, no segundo discurso sobre o estado da nação que pronuncia desde sua posse, em 30 de junho de 2016.

O presidente de 72 anos, que ao início do mandato prometeu acabar com as drogas e o crime em seis meses, destacou em seu discurso de cerca de duas horas que "a luta será implacável" e "não se deterá apesar das pressões nacionais e internacionais".

Além disso, instou os narcotraficantes a escolher "entre a prisão e o inferno" e desafiou quem lhe critica a participar em um debate sobre a operação que já deixou mais de 7.000 mortos, metade deles suspeitos de terem sido abatidos por policiais.

"Não permitirei a destruição da juventude nem a desintegração das famílias nas mãos de criminosos", prometeu Duterte.

O governante provocou risos em vários momentos no público presente na sede do parlamento, no norte de Manila, entre eles quando imitou a voz do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na conversa por telefone que tiveram e na qual o americano elogiou a "guerra antidroga" filipina.

Duterte também ofereceu palavras de apoio aos soldados que há dois meses combatem jihadistas filiados ao Estado Islâmico (EI) na cidade sulina de Marawi, no oeste da ilha de Mindanao, em um conflito que acumula mais de 550 mortes.

No entanto, reconheceu que a vitória se atrasa pela impossibilidade de realizar ataques contundentes nos quatro bairros controlados pelos rebeldes onde, assegurou, "ainda há 300 civis encurralados".

Enquanto Duterte falava, várias pessoas se manifestaram nas ruas próximas à sede do parlamento a favor e contra o polêmico governante.

Duterte, que como é habitual abusou de palavrões e insultos, pronunciou seu segundo discurso sobre o estado da nação com a comodidade que lhe outorga uma ampla maioria no parlamento e o apoio à sua gestão de mais de 80% da população, segundo as últimas pesquisas.

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