ONU pede solução para crise em Jerusalém antes da próxima sexta-feira

Nações Unidas, 24 jul (EFE).- O enviado da ONU para o Oriente Médio, Nickolay Mladenov, pediu nesta segunda-feira que seja encontrada uma solução para a crise em torno da Esplanada das Mesquitas antes da próxima sexta-feira, dia da oração muçulmana, e avisou que os choques em Jerusalém podem ter efeitos "catastróficos".

"É extremamente importante que se encontre uma solução para a atual crise antes de sexta-feira", disse Mladenov aos jornalistas após uma reunião a portas fechadas com os integrantes do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Segundo o diplomata, chegar a um novo dia de oração muçulmana na situação atual pode provocar um importante aumento dos "perigos" sobre o terreno.

Mladenov, que reiterou seus pedidos de calma e moderação a todas as partes, frisou que a crise pode ter consequências globais e custos "catastróficos".

"Ninguém deve se equivocar e pensar que estes incidentes são locais. Pode ser que aconteçam em apenas algumas centenas de metros quadrados, mas afetam milhões, e inclusive bilhões, de pessoas no mundo todo", avisou o diplomata.

Mladenov comentou que, para a ONU, é "essencial" que se mantenha o status quo na Cidade Antiga de Jerusalém e deu boas-vindas às declarações do governo israelense, que reiterou que não tem a intenção de modificá-lo.

Quatro palestinos e três israelenses morreram nos últimos dias no meio de uma escalada da violência por causa da decisão israelense de impor novas medidas de segurança em torno da Esplanada das Mesquitas.

Israel está estudando atualmente alternativas aos detectores de metais que colocou na região após o ataque do dia 14, no qual morreram dois policiais e seus três agressores.

Os palestinos consideram que essas medidas de segurança supõem uma tentativa dos israelenses de se apropriarem do local, o terceiro mais sagrado do Islã e o mais sagrado para os judeus, pois abriga o também denominado Monte do Templo, onde fica o Muro das Lamentações.

Mladenov criticou hoje as palavras de "algumas facções palestinas" que, para ele, estão tentando impulsionar a violência e pediu máxima contenção a Israel na hora de lidar com os distúrbios em Jerusalém.

Além disso, o diplomata pediu à comunidade internacional que condene toda a violência, tanto as mortes de palestinos pelas forças de segurança israelenses como os ataques terroristas contra judeus, como o assassinato na sexta-feira de três integrantes de uma família judaica de um assentamento nos territórios ocupados.

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