Trump questiona por que ninguém investiga laços entre Rússia e Hillary

Washington, 24 jul (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, perguntou nesta segunda-feira no Twitter por que os comitês do Congresso americano e seu procurador-geral, Jeff Sessions, não averiguam os laços entre o governo da Rússia e a "desonesta" Hillary Clinton, sua adversária nas eleições presidenciais de 2016.

Trump recorreu ao Twitter para atacar Hillary mais uma vez e se defender da investigação dirigida por vários comitês do Congresso para averiguar se a campanha do magnata nova-iorquino coordenou com o governo russo ações para influenciar no resultado das eleições e prejudicar Hillary Clinton.

O governante aproveitou suas postagens na rede social para também atacar o procurador-geral, Jeff Sessions, a quem criticou abertamente na semana passada durante uma entrevista ao jornal "The New York Times" por sua decisão de se afastar das investigações relacionadas com o caso russo no Departamento de Justiça.

"Por que os comitês e os investigadores, e certamente nosso assediado procurador-geral, não estão investigando os crimes desonestos de Hillary e suas relações com a Rússia?", perguntou Trump no Twitter.

Os comentários de Trump chegam algumas horas depois que seu genro, Jared Kushner, negou ter mantido "contatos inadequados" com funcionários russos.

Kushner tornou público o depoimento que deve fazer hoje, a portas fechadas, no Comitê de Inteligência do Senado, um dos órgãos a cargo da investigação sobre a interferência russa.

Trump também usou o Twitter para criticar Adam Schiff, o democrata de maior categoria no Comitê de Inteligência da Câmara dos Representantes e que tem um papel importante na investigação sobre a Rússia.

"O desprezível Adam Schiff, um legislador totalmente desonesto que está investigando 'a Rússia', passa todo o seu tempo na televisão promovendo a desculpa do Partido Democrata por sua derrota!", disse Trump.

O presidente considera que a investigação sobre as relações de sua campanha com a Rússia é uma desculpa dos democratas para justificar sua derrota inesperada nas eleições de novembro, quando os republicanos conquistaram a Casa Branca, conseguiram manter o controle do Congresso e, além disso, obtiveram numerosas vitórias em administrações locais.

O governante, no entanto, disse que está de acordo com o líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, que considerou em declarações ao "The Washington Post" que, quando a derrota é diante de alguém com 40% de popularidade, em referência a Trump, não se pode colocar a culpa na Rússia, mas nos próprios erros.

"Depois de um ano de investigação com zero provas, Chuck Schumer acaba de afirmar: 'os democratas devem colocar a culpa em si mesmos, não na Rússia'", disse Trump.

Os líderes democratas no Congresso do EUA, entre eles Schumer, apresentam hoje um novo plano econômico para reconquistar sua base após a derrota eleitoral de 2016 e com o objetivo de recuperar o controle do Legislativo nas eleições de 2018.

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