China pede aos EUA que acabe com incursões aéreas que ameaçam sua segurança

Pequim, 25 jul (EFE).- O Ministério de Defesa da China confirmou nesta terça-feira um incidente envolvendo dois caças chineses e um avião de reconhecimento dos Estados Unidos em águas do Mar da China Oriental e pediu a Washington o fim das incursões áreas que "ameaçam" sua "segurança nacional".

As ações dos pilotos chineses para dissuadir o caça americano no incidente ocorrido no último fim de semana foram "legais, necessárias e profissionais", disse o ministério chinês em seu site oficial.

Além disso, o ministério acrescentou na nota que a incursão do avião americano de vigilância e outras ações similares ocorridas no passado careceram de profissionalismo e foram "pouco amistosas".

Fontes militares americanas informaram anteriormente que, no incidente, dois caças J-10 da força aérea chinesa se aproximaram do avião norte-americano, um EP-3, e um deles se posicionou a apenas 90 metros, uma distância de alto risco de colisão, que o Pentágono considerou pouco segura.

O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Lu Kang, também se referiu hoje ao incidente em sua coletiva de imprensa diária para indicar que, "há algum tempo, aviões americanos vêm se aproximando do litoral da China para realizar tarefas de reconhecimento".

"Isto não ajuda em nada nas relações entre China e Estados Unidos e põe em perigo nossa segurança, por isso esperamos que os EUA acabem com essas ações", indicou o porta-voz do ministério chinês.

Segundo fontes militares americanas, o incidente ocorreu cerca de 148 quilômetros a leste do porto de Qingdao, um dos mais importantes da China e próximo da península da Coreia.

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