Boko Haram sequestra 10 pesquisadores universitários na Nigéria

Abuja, 26 jul (EFE).- Pelo menos dez pesquisadores da Universidade de Maiduguri, na Nigéria, foram sequestrados no noroeste do país africano por supostos integrantes do grupo jihadista Boko Haram, informaram nesta quarta-feira fontes do governo nigeriano.

Os investigadores, docentes do Departamento de Geologia enviados pela empresa petrolífera estatal para buscar reservas de hidrocarbonetos na Bacia do Chade, desapareceram ontem no povoado de Jibi, que pertence ao estado de Borno, um dos mais assediados pelo grupo terrorista.

A Bacia do Chade é um dos pontos mais explorados pelo governo nigeriano para aumentar sua produção de petróleo, que atualmente está concentrada no delta do rio Níger e no Golfo da Guiné.

Os sequestros são bastante comuns na Nigéria, onde os reféns, em sua maioria, costumam ser libertados ilesos após pagamento de resgate, ainda que, em algumas ocasiões, são resgatados por agências de segurança.

Em abril, dois trabalhadores turcos, também do setor petrolífero, foram capturados no sudeste do país e libertados poucos dias depois, o mesmo que aconteceu com dois arqueólogos alemães em fevereiro.

O Boko Haram ganhou notoriedade internacional, inclusive antes de se vincular ao Estado Islâmico (EI) na África, ao declarar o seu próprio califado islâmico no norte da Nigéria.

De acordo com os números do governo nigeriano, desde 2009 o Boko Haram matou mais de 20 mil pessoas e obrigou cerca de 2 milhões a fugirem de seus lares.

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