Donald Trump volta a criticar procurador-geral dos EUA no Twitter

Washington, 26 jul (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar nesta quarta-feira no Twitter o procurador-geral americano, Jeff Sessions, por ter se afastado da investigação da suposta interferência russa nas eleições presidenciais de 2016.

Desta vez, Trump criticou Sessions por não ter substituído na liderança do FBI Andrew McCabe, que exerce o cargo de maneira interina após a inesperada renúncia em maio de James Comey.

O presidente atacou McCabe pelas doações que sua esposa, Jill McCabe, recebeu quando concorreu em 2015 a uma cadeira no Senado do estado da Virgínia.

Na ocasião, Jill McCabe recebeu US$ 675 mil de duas organizações associadas ao governador da Virgínia, o democrata Terry McAuliffe, que foi descrito como "o melhor amigo" do ex-presidente Bill Clinton e, portanto, uma pessoa próxima a Hillary Clinton, rival de Trump nas eleições de 2016.

Enquanto Jill McCabe se candidatava às eleições da Virgínia, seu marido participava da investigação que o FBI abriu contra Hillary pelo uso indevido dos servidores de e-mail privados para tratar assuntos de interesse nacional quando era secretária de Estado (2009-2013).

"Por que o procurador-geral Sessions não substituiu o diretor do FBI Andrew McCabe, um amigo de Comey que estava a cargo da investigação de Clinton mas que recebeu US$ 700 mil de Hillary Clinton e seus representantes para a carreira política de sua mulher", disse Trump.

O presidente finalizou o seu último tweet com as palavras "Drain the Swamp" ("Drenar o pântano"), seu slogan de campanha contra a corrupção.

A tensão entre Trump e Sessions se tornou evidente na semana passada, quando o presidente afirmou em uma entrevista ao "The New York Times" que, se soubesse que o procurador-geral iria se afastar da investigação sobre os vínculos de sua campanha com a Rússia, não o teria escolhido para liderar o Departamento de Justiça.

Trump se mostrou particularmente aborrecido porque Sessions não o informou de sua decisão, anunciada em março.

Longe de baixar o tom de suas críticas, o presidente reiterou ontem em uma entrevista coletiva sua "decepção" com Sessions, pediu "maior dureza" para conter os vazamentos das agências de inteligência e, ao ser perguntado sobre se pretende destitui-lo, respondeu com um evasivo "o tempo dirá".

Em resposta, um dos membros do alto escalão do Departamento de Justiça informou à Casa Branca que Sessions não tem nenhuma intenção de deixar seu cargo, disseram à emissora "ABC" e ao jornal "The Washington Post" funcionários que pediram anonimato.

Sessions planeja atender um dos pedidos do presidente e, nos próximos dias, fará um anúncio sobre as investigações do seu departamento para conter os vazamentos.

Segundo a imprensa americana, o procurador-geral se encontra nesta quarta-feira na Casa Branca para um "encontro rotineiro", ainda que não se saiba se terá uma reunião com Trump ou com algum de seus assessores.

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