Rússia diz que sanções dos EUA impedem normalização de relações entre países

Moscou, 26 jul (EFE).- O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, afirmou nesta quarta-feira que o projeto de lei com novas sanções ao seu país aprovado pela Câmara de Representantes dos Estados Unidos é um passo que busca impedir a normalização das relações bilaterais.

"Os autores e patrocinadores deste projeto de lei dão um passo muito sério para a destruição das possibilidades de normalizar as relações com a Rússia", disse o número dois da chancelaria russa, citado pela agência oficial "TASS".

Ele acrescentou que a situação "ultrapassa todos os quadros do senso comum", e que a aprovação desta iniciativa legislativa é uma escolha consciente dos inimigos dos EUA e da Rússia.

"Portanto, vamos ver Washington como uma fonte de perigo. Isso deve ser entendido e colocado em prática; de maneira ponderada, racional e calma", disse o vice-ministro russo.

Além disso, ele lembrou que a Rússia advertiu em dezenas de oportunidades que "este tipo de ações não ficará sem resposta".

Ao mesmo tempo, garantiu que Moscou não se deixará levar pelas emoções.

"Vamos trabalhar para encontrar maneiras de avançar, buscaremos com afinco e de maneira consequente formas de compromisso em assuntos que são importantes para a Rússia e, acredito, também para os EUA, como a luta contra o terrorismo e a proliferação de armas de extermínio em massa", disse Ryabkov.

Já o presidente do Comitê de Assuntos Internacionais do Duma ou Câmara Baixa do Parlamento russo, Leonid Slutsky, advertiu que as novas sanções "reduzem o campo de manobras diplomáticas" para normalizar o diálogo entre Moscou e Washington.

Aprovada de forma esmagadora pela Câmara Baixa americana, o projeto de lei, além de aumentar as sanções contra Rússia, Irã e Coreia do Norte, limita a capacidade do presidente dos EUA, Donald Trump, de levantar estas medidas restritivas.

O texto, que se votará nos próximos dias no Senado americano, imporia sanções à Rússia não apenas pela sua suposta interferência nas eleições presidenciais de 2016, mas também pela sua atividade militar no leste da Ucrânia e sua anexação da península ucraniana da Crimeia em 2014.

A lei também iria penalizar os russos envolvidos com violações dos direitos humanos, responsáveis por ciberataques e que tenham fornecido armas ao regime sírio de Bashar al Assad.

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