Bilionário chinês é considerado culpado de subornar embaixadores da ONU

Nova York, 27 jun (EFE).- Um tribunal de Nova York considerou nesta quinta-feira o bilionário chinês Ng Lap Seng como culpado de ter cometido seis crimes, entre eles pagar centenas de milhares de dólares em propina para dois embaixadores da ONU para realizar a construção de um centro de conferências da organização em seu país.

O julgamento de Seng foi concluído na terça-feira. Durante as audiências, a Promotoria Federal para o Distrito Sul de Nova York apresentou evidências das propinas pagas entre 2010 e 2015 ao então presidente da Assembleia-Geral da ONU, John Ashe, e ao embaixador da República Dominicana na época, Franciso Lorenzo.

O empresário chinês, que também foi acusado de corrupção e lavagem de dinheiro, pagou pelo menos US$ 500 mil em propinas a Ashe, de Antígua e Barbuda, que foi preso em outubro de 2015.

Ashe foi acusado de ter embolsado mais de US$ 1 milhão durante seu mandato na Assembleia-Geral para interferir a favor de empresários chineses.

O diplomata morreu durante um acidente caseiro em junho do ano passado, quando levantava pesos para se exercitar. Ashe tinha pagado uma fiança para aguardar em liberdade o fim do processo contra ele.

De acordo com a Promotoria de Nova York, Seng, de 69 anos, alegava que construiria em Macau um centro de conferências tão grande como o edifício da ONU em Nova York. A ideia era transformar a cidade em uma "Genebra da Ásia", com hotel, marina, heliporto, complexo de apartamentos e um shopping.

Segundo o promotor do caso, Janis Echenberg, esse complexo só tornaria mais rica e poderosa a família de Seng,

Seng estava em prisão domiciliar em um luxuoso apartamento em Manhattan após pagar uma fiança de US$ 50 milhões.

O ex-embaixador da República Dominicana, por sua vez, está em liberdade, aguardando ser julgado. No entanto, ele se declarou culpado após um acordo com a Justiça para cooperar com o caso.

"Na sua desenfreada busca de maior riqueza pessoa, Seng corrompeu o alto escalão das Nações Unidas", disse o promotor federal interino, Joon H. Kim.

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