EUA ordenam que famílias de funcionários de sua embaixada deixem Venezuela

Washington, 27 jul (EFE).- O governo dos Estados Unidos ordenou nesta quinta-feira que familiares de funcionários da sua embaixada em Caracas deixem a Venezuela por causa dos crimes "violentos" e da falta "generalizada de alimentos e medicamentos" no país.

Em um alerta de viagem divulgado pelo Departamento de Estado, o governo também autorizou a "saída voluntária" dos funcionários da embaixada restando três dias para as polêmicas eleições para a Assembleia Nacional Constituinte.

"A situação política e de segurança da Venezuela é imprevisível e pode mudar rapidamente", ressalta esta nova advertência de viagem do Departamento de Estado, que substitui a que foi emitida em 15 de dezembro de 2016.

O alerta ressalta, além disso, que desde abril há manifestações "diariamente" em todo o país, que geralmente "provocam uma forte resposta policial" que inclui o uso de gás lacrimogêneo ou balas de borracha contra os participantes.

As "organizações armadas" associadas com o governo do presidente venezuelano, Nicolás Maduro "frequentemente usam a violência para intimidar os manifestantes", informou a pasta, que também destacou que os confrontos dos últimos meses causaram "mais de 70 mortes".

Na quarta-feira, o governo dos EUA aumentou a pressão contra o plano do governo venezuelano de realizar no domingo uma Assembleia Nacional Constituinte (ANC) ao sancionar 13 funcionários e ex-funcionários públicos venezuelanos, e alertou que, de caso a votação aconteça, poderia marcar o "fim da democracia na Venezuela".

Dos 13 sancionados pelo Departamento do Tesouro, quatro foram punidos por terem promovido a Assembleia Constituinte ou por "minar a democracia e os direitos humanos na Venezuela".

Entre eles destaca-se Elías Jaua, presidente da Comissão Presidencial para a Constituinte, ministro de Educação e ex-vice-presidente da Venezuela; e Tibisay Lucena, presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), que defendeu a convocação.

O Departamento do Tesouro também sancionou uma integrante da comissão dirigida por Jaua, María Iris Varela; e o defensor público da Venezuela, Tarek William Saab, por considerar que não está cumprindo o seu dever de "defender os direitos humanos" no país.

O presidente dos EUA, Donald Trump, advertiu na semana passada que imporia novas sanções ao governo Maduro se seguisse adiante com a realização da Assembleia Constituinte.

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