Ex-presidente da Petrobras e do BB é detido em nova fase da Lava Jato

Rio de Janeiro, 27 jul (EFE).- O ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, foi detido nesta quinta-feira em uma nova fase da Operação Lava Jato, informou o Ministério Público Federal (MPF).

Bendine, que presidiu as duas maiores estatais do país durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff, é acusado de ter recebido propina no valor de R$ 3 milhões para favorecer a construtora Odebrecht nos negócios com a Petrobras.

O ex-presidente da estatal foi detido por agentes da Polícia Federal em Sorocaba, no interior de São Paulo, em desenvolvimento de uma operação na qual os investigadores cumpriram três mandatos de prisão e 11 de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Distrito Federal.

Na operação, também foram detidos o publicitário André Gustavo Vieira da Silva, que é representante de Bendine, e Antônio Carlos Vieira da Silva Júnior, que também está vinculado ao ex-presidente da Petrobras. Os dois foram acusados de terem recebido como intermediários a propina destinada ao então presidente da Petrobras.

Bendini foi detido com base na delação do ex-presidente de Odebrecht, Marcelo Odebrecht, que relatou ter entregado a intermediários, a pedido de Bendini, os R$ 3 milhões em dinheiro em troca de favorecimento em negócios com a Petrobras.

Segundo o MPF, "há provas" que indicam que, "na véspera de assumir a presidência da Petrobras", Bendine e um de seus operadores financeiros "solicitaram propina a Marcelo Odebrecht e Fernando Reis" para que a Odebrecht "não fosse prejudicada na Petrobras, inclusive em relação às consequências da Operação Lava Jato".

Bendini, que se destacou como presidente do Banco do Brasil entre 2009 e 2015, foi nomeado presidente da Petrobras em 2015, supostamente para combater a corrupção.

Mas Marcelo Odebrecht revelou que Bendini já havia pedido propina como presidente do Banco do Brasil e que chegou a solicitar R$ 17 milhões em 2014 para que autorizasse a renegociação de uma dívida da construtora com o banco, mas este pedido não chegou a ser concretizado.

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