Putin atribui novas sanções dos EUA a uma "histeria anti-Rússia"

Helsinque, 27 jul (EFE).- O presidente russo, Vladimir Putin, lamentou nesta quinta-feira a aprovação pela Câmara de Representantes dos Estados Unidos de um projeto de lei que inclui novas sanções a Moscou e atribuiu estas medidas a uma suposta "histeria anti-Rússia" e às lutas internas entre o presidente Donald Trump e seus rivais políticos.

"Trata-se antes de tudo de uma histeria anti-Rússia que tem o propósito de utilizar os sentimentos contra a Rússia com fins de política nacional, na luta entre o presidente Trump e seus oponentes políticos", afirmou Putin em coletiva de imprensa durante uma breve visita à Finlândia.

Putin considerou "muito lamentável" que se tenham deteriorado as relações entre a Rússia e os Estados Unidos, já que isso afeta a cooperação na luta contra o terrorismo, a resolução de conflitos, o combate do crime organizado e a proteção do meio ambiente.

"É totalmente lamentável que se sacrifiquem as relações entre a Rússia e os Estados Unidos para perseguir objetivos na política nacional", comentou.

Na terça-feira passada, a Câmara dos EUA aprovou quase unanimemente um projeto de lei para aumentar as sanções contra a Rússia e limitar a capacidade do governo de Donald Trump de suspender as sanções já existentes contra esse país.

Putin qualificou as novas sanções de "realmente cínicas" e contrárias à legalidade internacional, e advertiu que, se forem finalmente aprovadas pelas duas câmaras, a Rússia se verá obrigada a dar uma resposta adequada.

"Chegará um momento em que deveremos responder, porque é impossível tolerar continuamente este tipo de insolência dirigida contra o nosso país", alertou, especificando que o alcance dessa resposta dependerá das sanções que finalmente serão aprovadas por Washington.

Putin criticou ainda que os EUA pretendam impor sua própria legislação além das suas fronteiras, ao estender o efeito das suas sanções a outros países, entre eles os membros da União Europeia (UE).

"O que (os EUA) tentam fazer é aproveitar a frente geopolítica e assuntos relacionados com a competitividade para perseguir os seus próprios interesses econômicos às custas de outros países, neste caso dos seus próprios aliados", opinou.

Putin viajou para o leste da Finlândia para participar das comemorações do centenário da independência do país, que se cindiu da Rússia em 1917.

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