Colômbia abre as portas para regularizar situação de 200 mil venezuelanos

Bogotá, 28 jul (EFE).- O governo da Colômbia anunciou nesta sexta-feira que concederá uma permissão especial que permitirá regularizar a situação migratória de aproximadamente 200 mil venezuelanos no país.

O diretor-geral de Migração da Colômbia, Christian Krüger, explicou em entrevista coletiva que será dada uma permissão especial de permanência por 90 dias, prorrogável por até dois anos.

"O que buscamos com a medida é regularizar uma parte desta população que hoje se encontra em condição irregular", informou o dirigente.

A Permissão Especial de Permanência (PEP) será concedida aos venezuelanos que tenham entrado no país até o dia 25 de julho, data na qual a chanceler colombiana, María Ángela Holguín, assinou uma resolução que entra em vigor a partir desta sexta-feira.

O diretor de Migração explicou que a decisão pode "causar impacto em" cerca de 150 mil venezuelanos que entraram legalmente no país, mas superaram o tempo permitido de permanência, e de outros 60 mil cujo visto de turismo não expirou.

A permissão permitirá que os estrangeiros trabalhem, estudem e tenham acesso a outros benefícios, como a afiliação ao sistema de saúde.

Os interessados deverão ter ingressado com o passaporte por um posto de controle migratório habilitado, não ter antecedentes criminais e nenhuma medida de expulsão ou deportação vigente.

O processo, que será feito pela internet, estará habilitado a partir de 3 de agosto e os interessados terão um prazo máximo de 90 dias para apresentar a solicitação. O documento não substitui o passaporte nem será válido para viajar.

Krüger explicou que, segundo registros migratórios, é possível estar "falando de um número total de 300 mil a 350 mil venezuelanos" no país, o que não inclui os filhos de colombianos que tenham retornado e que têm direito à nacionalidade.

Sobre as estatísticas, Krüger explicou que foram determinados quatro tipos de migração: a de destino ou para se estabelecer no país, de retorno de colombianos da Venezuela, de passagem com rumo a outros países, e a "circular" ou "pendular" de habitantes da fronteira que circulam entre ambas as nações.

"A situação da Venezuela não está causando impacto só na Colômbia, mas em outros países do mundo", advertiu Krüger, que apontou que muitas pessoas estão viajando para lugares vizinhos como Peru, Chile e América Central.

Após reconhecer que a venezuelana é "a principal nacionalidade estrangeira no país", Krüger ressaltou a "migração como positiva" e lembrou que em anos anteriores o fluxo foi contrário e "mais de um milhão de colombianos viveram na Venezuela".

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