Londres afirma que período transitório após "Brexit" deve acabar em 2022

Londres, 28 jul (EFE).- O ministro de Economia britânico, Philip Hammond, disse nesta sexta-feira que o período de transição entre a saída do Reino Unido da União Europeia (UE) e a introdução de um novo acordo comercial bilateral deve concluir, no máximo, em 2022, quando estão previstas eleições gerais neste país.

Em declarações ao programa de rádio "Today", da emissora "BBC", Hammond destacou que, dado que as negociações seguem em marcha, não pode prever a duração do período transitório, mas indicou que os futuros tratados deveriam estar em vigor antes do fim desta legislatura.

"As pessoas falam de um ano, de dois, talvez de três... Acredito que haja um amplo consenso de que o processo deve estar completo para a data programada das próximas eleições, que é junho de 2022", afirmou Hammond.

O ministro britânico antecipou que no dia seguinte do "Brexit", em 29 de março de 2019, seguramente "muitas coisas se parecerão com o que há agora".

"E depois haverá um processo, entre a data em que deixemos a UE e a data em que entrem em vigor os novos arranjos baseados em tratados entre o Reino Unido e a União Europeia que esperamos negociar", acrescentou.

Por sua parte, a Comissão Europeia indicou hoje que ainda não se pode debater sobre a introdução de um período transitório após o "Brexit" como propõe Hammond, já que ainda não se pactuaram os termos da saída do Reino Unido, passo imprescindível para abordar a futura relação.

"Neste momento estamos discutindo as especificidades da separação e, uma vez que isto seja feito de forma satisfatória para todo o mundo, passaremos ao segundo passo", disse o porta-voz do Executivo comunitário, Alexander Winternstein, na coletiva de imprensa diária da instituição.

A posição expressada hoje por Hammond confirma uma vez mais que, após perder a maioria absoluta nas últimas eleições gerais, o Executivo britânico se encaminha para negociar um "Brexit" mais suave, que mantenha algumas condições atuais e anteponha os interesses econômicos ao controle das fronteiras.

Em relação às próximas eleições britânicas, ainda que a data oficial seja junho de 2022, não se descarta que possa haver pleitos antecipados, devido à fragilidade do governo da primeira-ministra, Theresa May.

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