Resgate de reféns do Boko Haram deixa ao menos 45 mortos na Nigéria

Abuja, 28 jul (EFE).- Pelo menos 45 pessoas, entre elas vários civis, morreram em uma emboscada durante a operação de resgate na Nigéria de um grupo de pesquisadores universitários sequestrados pela organização jihadista Boko Haram, informou nesta sexta-feira a imprensa do país africano.

O exército nigeriano iniciou a intervenção depois que docentes da Universidade de Maiduguri foram sequestrados na última terça-feira no povoado de Jibi, no estado de Borno, um dos mais assediados pelo grupo terrorista.

Em um primeiro momento, as informações indicavam que nove soldados nigerianos tinham morrido na operação e que dez docentes tinham sido resgatados. No entanto, outras fontes elevaram hoje a cifra de mortos para 45.

Aparentemente, o exército - que ainda não confirmou esta informação - sofreu uma emboscada durante o resgate, na qual dezenas de soldados e moradores da região morreram, segundo o jornal nigeriano "Daily Trust".

Os investigadores sequestrados tinham sido enviados à região pela empresa nacional de petróleo da Nigéria para buscar novos jazigos na Bacia do Chade.

Esta região é um dos pontos mais explorados pelo governo nigeriano para aumentar sua produção de petróleo, que atualmente está concentrada no delta do rio Níger e no Golfo da Guiné.

Os sequestros são bastante comuns na Nigéria, onde os reféns, em sua maioria, costumam ser libertados ilesos após pagamento de resgate, ainda que, em algumas ocasiões, são resgatados por agências de segurança.

O Boko Haram ganhou notoriedade internacional, inclusive antes de se vincular ao Estado Islâmico (EI) na África, ao declarar o seu próprio califado islâmico no norte da Nigéria.

O exército do país africano conseguiu recuperar nos últimos meses boa parte do território conquistado pelo Boko Haram no nordeste do país, onde os jihadistas tentam estabelecer um estado regido pela sharia, a lei islâmica.

De acordo com números do governo nigeriano, os jihadistas mataram mais de 20 mil pessoas e obrigaram cerca de 2 milhões a fugirem de seus lares desde 2009.

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