EUA devem retirar 745 servidores da Rússia por ordem do Kremlin, diz emissora

Moscou, 29 jul (EFE).- Os Estados Unidos deverão retirar 745 servidores que atuam em funções diplomáticas e técnicas na Rússia por ordem do Kremlin, que exigiu a saída para igualar o número aos 445 funcionários do governo russo que trabalham em território americano, revelou neste sábado a emissora estatal russa "Rossiya".

"Os cidadãos americanos deverão voltar para casa, enquanto os funcionários russos serão demitidos", afirmou a emissora.

A Rússia adotou essas medidas em resposta às últimas sanções impostas pelos EUA devido à suposta interferência do Kremlin nas eleições presidenciais americanas de novembro do ano passado.

Sergei Zhelezniak, vice-presidente da Duma, a câmara baixa do Parlamento russo, afirmou ontem que 1.200 pessoas trabalham na embaixada e nos consulados dos EUA no território russo.

Além disso, o Ministério de Relações Exteriores da Rússia anunciou que, a partir de 1º de agosto, a embaixada americana em Moscou não poderá utilizar armazéns na capital do país e nem a mansão que dispõe em um bairro de elite da cidade.

Em dezembro, os EUA também confiscaram duas instalações diplomáticas da Rússia em Nova York e Maryland em resposta à suposta interferência do Kremlin nas eleições americanas.

O Ministério de Relações Exteriores da Rússia afirmou que se reserva o direito de adotar, com base no princípio de reciprocidade, novas medidas que podem afetar os interesses dos EUA.

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