Governo do Quênia nega conspiração com Exército para fraudar eleições

Nairóbi, 29 jul (EFE).- O Ministro da Defesa do Quênia negou neste sábado a existência de uma conspiração entre o alto escalão do Exército e a cúpula do governo para fraudar as eleições gerais do próximo dia 8 de agosto, como denunciou a oposição.

Em comunicado divulgado neste sábado após as acusações da Super Aliança Nacional (Nasa, na sigla em inglês), o Ministério da Defesa afirmou que o Exército não participará da segurança durante o pleito, tarefa de responsabilidade exclusiva da Comissão Eleitoral.

Por esse motivo, os militares não estarão nas seções eleitorais nem impedirão o direito de nenhum cidadão ao voto. Menos ainda cortará a eletricidade de alguns bairros mais populosos da capital, como denunciou a coalizão de oposição.

O Ministério da Defesa disse que o Exército tem o dever constitucional de cooperar com as autoridades e as demais forças de segurança em casos de emergência nacional.

"Os cidadãos do Quênia esperam que o Exército cumpra com esse mandato e isso será feito sem medo, em estrito cumprimento da lei", conclui o comunicado divulgado hoje.

As eleições do próximo dia 8 serão realizadas em um clima de grande tensão, gerada em parte pelos próprios líderes políticos, que se negaram a assinar um acordo para respeitar o resultado do pleito.

Em 2007, mais de 1.100 pessoas morreram e 600 mil foram obrigadas a deixar suas casas por uma onda de violência pós-eleitoral.

O Tribunal Penal Internacional acusou o atual presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, e o vice-presidente, William Ruto, como responsáveis pelas mortes, mas o caso foi arquivado em 2014 por falta de provas.

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