Panamenhos protestam e pedem renúncia de presidente devido ao caso Odebrecht

Panamá, 29 jul (EFE).- Cerca de cem pessoas protestaram em frente ao prédio onde mora o presidente Juan Carlos Varela do Panamá para exigir sua renúncia por causa de seu suposto envolvimento no caso de corrupção da construtora brasileira Odebrecht.

Entre os manifestantes haviam militantes do opositor partido Cambio Democrático (CD) do ex-presidente Ricardo Martinelli (2009-2014), preso nos Estados Unidos enquanto se decide se é extraditado para o Panamá, devido a um caso de intercepção ilegal de comunicações e de quem Varela foi vice-presidente.

Os manifestantes portavam cartazes e gritavam palavras de ordem exigindo que Varela responda pelas denúncias do ex-operador "financeiro" da Odebrecht Rodrigo Tacla, detido na Espanha, que declarou ao jornal "El País" que a campanha do agora presidente recebeu dinheiro da multinacional brasileira para 2014, da mesma forma que o candidato de Martinelli, José Domingo Arias.

Também pediam a saída da procuradora geral da nação, Kenia Porcell, porque supostamente desenvolve seletivamente as investigações com ênfase em Martinelli e seus colaboradores.

O governante rechaçou categoricamente as denúncias de Tacla e vinculou veladamente essas declarações a advogados de Martinelli e aos que na administração anterior roubaram "um bilhão de dólares" do erário.

Para a próxima terça-feira um grupo cívico convocou outra manifestação para exigir um real combate à corrupção e que sejam publicados os nomes de todos os panamenhos envolvidos no caso Odebrecht.

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