Tillerson pede cooperação à Rússia para evitar novas sanções dos EUA

Washington, 29 jul (EFE).- O secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, pediu neste sábado cooperação à Rússia nos grandes assuntos internacionais para que não seja necessária a imposição de novas sanções ao Kremlin.

"Esperamos que haja cooperação entre os nossos países em grandes assuntos internacionais e que essas sanções já não sejam necessárias", afirmou Tillerson em um breve comunicado.

As declarações foram publicadas depois de a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, ter afirmado ontem que o presidente dos EUA, Donald Trump, tem a intenção de assinar um projeto de lei aprovado pelo Congresso que endure as sanções contra Rússia, Irã e Coreia do Norte.

"As votações quase unânimes para a legislação de sanções no Congresso representam a vontade firme do povo americano de ver a Rússia dar passos para melhorar as relações com os EUA", destacou Tillerson no comunicado divulgado hoje.

"Trabalharemos de perto com os nossos amigos e aliados para garantir que nossas mensagens à Rússia, Irã e Coreia do Norte sejam entendidas claramente", concluiu o secretário de Estado.

Ontem, a porta-voz da Casa Branca indicou que Trump já revisou a versão final do projeto que impõe mais sanções aos três países e que "tem a intenção" de sancioná-lo nos próximos dias.

O projeto de lei endurece as sanções contra a Rússia devido à suposta interferência do Kremlin nas eleições presidenciais americanas, além de violações de direitos humanos e pelas ações do país na Ucrânia e na Síria. E também limita a capacidade de Trump de suspender as punições sem a autorização do Congresso.

O amplo apoio recebido pelo projeto na Câmara dos Representantes e no Senado mostra que o Congresso poderia reverter um possível veto de Trump às sanções, algo que, no entanto, não deve ocorrer.

A intenção de Trump de assinar o projeto só foi revelada horas depois da ordem da Rússia para diminuir o número de diplomatas no país, dada em resposta às últimas sanções do Congresso.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta semana que a paciência do Kremlin está acabando. Putin chamou as ações dos EUA de "histeria anti-Rússia" e disse que as medidas são parte de uma luta interna entre Trump e seus oponentes políticos.

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