EUA pretendem ampliar sanções ao setor petrolífero da Venezuela, diz jornal

Nova Iorque, 30 jul (EFE).- Os Estados Unidos pretendem ampliar ao setor petrolífero da Venezuela, as sanções que vêm amplicando ao país, devido a convocação da Assembleia Nacional Constituinte pelo presidente Nicolás Maduro, informou neste domingo o "The Wall Street Journal".

A publicação cita fontes próximas ao governo, para afirmar que um anúncio neste sentido pode acontecer nesta segunda-feira. Estaria descartado, no entanto, um bloqueio as importações da matéria-prima do país sul-americano, ao menos neste momento.

As opções mais prováveis, de acordo com o "WSJ" seriam o veto as exportações de petróleo e produtos refinados americanos à Venezuela, além de restrições no uso do sistema bancário e ao sistema cambial dos EUA para a empresa estatal PDVSA.

Além disso, fontes apontam que uma opção que está sendo debatida é a proibição de empresas americanas investirem no setor de energia do país presidido por Maduro.

Sem poder recorrer à compra nos Estados Unidos, a Venezuela, poderia ter que importar petróleo leve, que utiliza para mistrar com o pessado que produz, a preços mais altos, junto a Argélia e Nigéria, por exemplo.

Analistas apontam que o acirramento das sanções poderia acelerar os problemas econômicos do país, colocando-o próximo da falência.

Nos últimos dias, petroleiras dos EUA se opuseram a qualquer medida de veto as importações do petróleo venezuelano, já que empresas da Costa do Golfo dependem desta matéria-prima para converter em combustível os graus mais pesados de petróleo.

Na quarta-feira, o governo dos EUA aumentou a pressão contra o plano do governo venezuelano de realizar no domingo uma Assembleia Nacional Constituinte (ANC) ao sancionar 13 funcionários e ex-funcionários públicos venezuelanos, e alertou que, de caso a votação aconteça, poderia marcar o "fim da democracia na Venezuela".

Dos 13 sancionados pelo Departamento do Tesouro, quatro foram punidos por terem promovido a Assembleia Constituinte ou por "minar a democracia e os direitos humanos na Venezuela".

Entre eles destaca-se Elías Jaua, presidente da Comissão Presidencial para a Constituinte, ministro de Educação e ex-vice-presidente da Venezuela; e Tibisay Lucena, presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), que defendeu a convocação. Todos terão congeladas qualquer propriedade nos EUA.

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