Governo venezuelano qualifica ataque a policiais como ato "terrorista"

Caracas, 31 jul (EFE).- O ministro de Interior da Venezuela, Néstor Reverol, qualificou neste domingo de "ato terrorista" o ataque com um explosivo que feriu oito agentes da Polícia Nacional Bolivariana (PNB) nas imediações de um protesto contra o governo no leste de Caracas.

Reverol se referiu ao ocorrido como "um ato terrorista ocorrido na praça Altamira do município de Chacao, onde oito funcionários da PNB ficaram feridos com queimaduras de primeiro, segundo e terceiro grau, e que afortunadamente estão fora de perigo".

"Temos todas as investigações bem adiantadas para achar os responsáveis por este lamentável fato", afirmou Reverol, em uma coletiva de imprensa do estado maior conjunto do país ao final da eleição realizada neste domingo em meio a fortes protestos contra a Assembleia Constituinte convocada pelo Governo.

Reverol disse, além disso, que 21 funcionários das forças de segurança foram feridos a bala em todo o país durante as manifestações convocadas pela oposição contra a Constituinte, que segundo os seus opositores levará à instauração de uma ditadura na Venezuela.

O ministro informou que foram realizados 200 ataques ao longo do dia e em todo o país a centros de votação.

O ministro de Defesa, Vladimir Padrino López, tinha informado antes sobre a morte de um militar por ferimento a bala durante os protestos.

Pelo menos oito pessoas, segundo a Promotoria, morreram nos distúrbios neste domingo, enquanto a aliança opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) elevou para 14 o número de pessoas mortas durante o dia, responsabilizando a represália "do Governo".

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