Imigrantes impediram que agressor matasse mais pessoas em ataque em Hamburgo

Berlim, 30 jul (EFE).- O homem de 26 anos que matou um homem e feriu seis pessoas na sexta-feira após invadir um supermercado de Hamburgo, na Alemanha, só não deu sequência ao ataque graças à intervenção de quatro imigrantes, afirmou neste domingo o jornal "Bild", que os classifica como "heróis".

Um afegão de 19 anos, um turco de 35, um tunisiano de 48 e um egípcio de 49 foram os cidadãos que, juntos com um alemão de 28 anos, saíram correndo atrás do agressor, que nasceu nos Emirados Árabes Unidos, segundo as autoridades, e que seguia armado com uma faca de 20 centímetros depois do ataque.

O jovem afegão, que chegou à Alemanha como refugiado em 2012 e agora é caixa do supermercado, presenciou o ataque e foi atrás do agressor, que gritou "Deus é grande" dentro do estabelecimento antes de esfaquear o homem de 50 anos que não resistiu aos ferimentos.

Os outros imigrantes também foram atrás do agressor e jogaram cadeiras e outros objetos contra ele até a chegada da polícia, acionada poucos minutos depois do início do ataque.

O agressor, identificado como Admet al H., foi acusado pelos crimes de homicídio e tentativa de homicídio. As autoridades seguem investigando o caso. Admet chegou à Alemanha em 2015 e teve um pedido de asilo negado em 2016.

Desde então, ele esperava para ser expulso do país e já tinha mostrado o desejo de deixar a Alemanha, mas não pode ser repatriado por não ter os documentos necessários, segundo as autoridades locais.

Em 2016, a polícia observou que ele apresentava um progressivo radicalismo islâmico, mas não havia vínculos com o jihadismo.

As autoridades alemãs tentam estabelecer se ele atuou por motivos religiosos, por transtornos psíquicos ou por uma "combinação" de fatores.

O prefeito de Hamburgo, Olaf Scholz, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, agradeceram pela "coragem cívica" dos cidadãos que tentaram conter o agressor.

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