Manifestantes e forças de ordem se enfrentam em várias cidades da Venezuela

Caracas, 30 jul (EFE).- As forças de segurança e os manifestantes que protestam contra as eleições para a Assembleia Nacional Constituinte entraram em confronto em várias cidades da Venezuela neste domingo, apesar de o governo ter proibido manifestações durante a realização do pleito.

Em Caracas, os enfrentamentos começaram durante a madrugada e foram registrados em várias regiões da capital. No interior do país, os incidentes tiveram início durante a noite. Em alguns locais, ainda há confrontos entre manifestantes e agentes.

No estado de Táchira, no oeste do país, líderes da oposição denunciaram pelo Twitter que a Guarda Nacional Bolivariana (GNB) e o Comando Nacional Antiextorsão e Sequestro (Conas) causaram destruição na repressão aos manifestantes.

"Em Táchira, GNB e Conas invadiram residências em La Rotaria, dispararam e causaram destruição nas casas dos moradores", afirmou a deputada de oposição Gaby Arellano no Twitter.

Em Tovar, no estado de Mérida, no oeste, onde manifestantes queimaram máquinas e material eleitoral em vários centros de votação, os confrontos começaram na noite de ontem. Os moradores registraram vários feridos por balas de borracha e também denunciam que os agentes disparam projéteis de verdade contra manifestantes.

O deputado Milagro Valero afirmou nas redes sociais que "grupos armados" estão atacando os jovens em Mérida. Em várias imagens publicadas no Twitter, é possível ver grupos de pessoas caminhando escoltadas por policiais. O opositor afirmou que algumas delas estavam indo votar forçadas pelas forças de segurança.

"Esse governo odeia #Mérida. A Guarda Nacional e os grupos armados estão assassinando os jovens", afirmou.

Os confrontos se repetem em cidades dos estados de Lara, no oeste, e em Aragua, no centro-norte da Venezuela.

As eleições da Assembleia Nacional Constituinte estão sendo realizadas neste domingo apesar de a oposição, chavistas dissidentes e boa parte da comunidade internacional se opor ao processo.

A oposição convocou um grande protesto no leste de Caracas, além de manifestações para bloquear as principais ruas de cidades por todo país, para evitar o processo que consideram uma "fraude".

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