Polícia dispersa protestos contra Assembleia Constituinte em Caracas

Caracas, 30 jul (EFE).- Agentes da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) dispersaram neste domingo, com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha, dois protestos na região de El Paraíso, no oeste de Caracas, contra as eleições para a Assembleia Nacional Constituinte em um dia que o governo proibiu manifestações.

"Começa a repressão. A GNB não para de atacar em El Paraíso", indicou o vereador da oposição Jesús Armas no Twitter, publicando várias imagens onde é possível ver agentes das forças de segurança e a fumaça das bombas de gás lacrimogêneo.

O vereador pediu proteção aos moradores da região em decorrência dos confrontos e pelas "agressões" contra eles. Além disso, Armas disse que funcionários do Comando Nacional Antiextorsão e Sequestro (Conas) invadiram uma das casas e provocaram um incêndio em um estacionamento da região.

Segundo vários deputados da posição, os incidentes em El Paraíso começaram na madrugada de hoje. A Agência Efe tentou chegar à região, mas foi impedida pela GNB, que bloqueou os acessos.

Uma moradora de El Paraíso disse à Efe que a tensão começou por volta das 6h (7h em Brasília), quando os agentes chegaram à região lançando bombas de gás lacrimogêneo e atirando contra os manifestantes, que levantaram barricadas contra a Constituinte.

Segundo a mulher, um blindado do Conas derrubou o portão de um dos complexos residenciais onde os manifestantes tinham se escondido. Eles se defenderam lançando coquetéis molotov e outros objetos contra os agentes.

Assim que invadiram o complexo, os agentes dispararam bombas de gás lacrimogêneo dentro dos apartamentos, provocando a angústia dos moradores. Testemunhas disseram que havia cinco blindados e cerca de 35 membros da GNB no local em busca dos manifestantes.

Neste domingo, os venezuelanos elegerão 545 representantes responsáveis por redigir um novo ordenamento jurídico do país através de uma Assembleia Constituinte, um processo rejeitado pela oposição e por grande parte da comunidade internacional.

Os opositores afirmaram que boicotariam as eleições e prometeram uma série de protestos para evitar o que chamam de "fraude".

O governo do presidente Nicolás Maduro proibiu qualquer manifestação ou concentração que possa impedir o processo.

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