Ataque à embaixada iraquiana em Cabul com termina com 4 jihadistas mortos

Cabul, 31 jul (EFE).- O ataque desta segunda-feira do grupo Estado Islâmico (EI) à embaixada do Iraque em Cabul terminou com a morte dos quatro jihadistas que participaram da ação, enquanto o pessoal da legação diplomática saiu ileso.

"O ataque terrorista à embaixada iraquiana em Cabul finalizou com a morte dos agressores", informou em um comunicado o Ministério de Interior afegão, que esclareceu que as tropas de segurança evacuaram rapidamente seu pessoal, incluindo o embaixador.

O ataque à embaixada, situada na área de Shar-e-Naw, no centro da capital afegã, começou por volta de 11h10 (horário local, 3h40 de Brasília) e se prolongou durante quase quatro horas, deixando, além dos quatro jihadistas mortos, um policial ferido, segundo a nota.

No entanto, o governo iraquiano elevou o número de vítimas, ao anunciar a morte na embaixada de dois guardas de segurança afegãos.

A ação começou quando um insurgente detonou um colete de explosivos na entrada do edifício, abrindo passagem aos outros três jihadistas, que penetraram no imóvel e iniciaram um tiroteio com as forças de segurança, de acordo com o governo afegão.

"O Ministério de Interior do Afeganistão condena de maneira enérgica este ataque terrorista desumano e anti-islâmico do EI, cujo único objetivo é gerar pânico, terror e o massacre de gente inocente", assegurou o departamento em um comunicado.

O EI reivindicou o atentado, de acordo com dois comunicados publicados pela agência "Amaq", vinculada aos jihadistas, e cuja autenticidade não pôde ser comprovada de forma independente.

Segundo a "Amaq", na ação participaram pelo menos dois insurgentes e, enquanto um deles se sacrificou, o outro penetrou na legação diplomática, em uma ação na qual morreram, de acordo com os dois comunicados, sete guardas de segurança.

Este atentado acontece uma semana depois de que os talibãs detonaram um veículo cheio de explosivos contra funcionários do governo afegão em Cabul, que causou a morte de 31 civis.

Além disso, o ataque de hoje ocorre dois meses após o atentado com um caminhão repleto de explosivos na capital que deixou 150 mortos e mais de 300 feridos.

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