Colômbia recorrerá à cooperação internacional para acolher venezuelanos

Bogotá, 31 jul (EFE).- As autoridades da Colômbia trabalharão ao lado de órgãos de cooperação internacional para acolher os venezuelanos que cruzem a fronteira com o país.

O defensor do povo da Colômbia, Carlos Alfonso Negret, disse à "Radio Caracol" que está avaliando "caminhos metodológicos" com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), a Agência da ONU para os Refugiados (Acnur) e o Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA) para implementar medidas caso o fluxo de venezuelanos que chega ao país aumente nos próximos meses.

Além disso, Negret fez um chamado à comunidade internacional para ajudar a população do país vizinho na Colômbia, citando especialmente a União Europeia (UE) e a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid).

Negret ressaltou que o governo da Colômbia ativou diferentes mecanismos de atenção para a população que entra no país, especialmente para as crianças que foram levadas a centros de passagem para evitar que passem a noite nas ruas.

"Devemos recebê-los como eles nos acolheram nos anos 1980 e 1990, quando houve uma migração em massa para a Venezuela", indicou.

Os protestos contra a eleição para a Assembleia Nacional Constituinte, realizada ontem, deixaram dez mortos, segundo o Ministério Público da Venezuela, ou 14, segundo a Mesa da Unidade Democrática (MUD), principal aliança de oposição do país.

Considerando os dados oficiais da Promotoria, o número de mortos desde o início da onda de manifestações contra a Constituinte convocada pelo presidente Nicolás Maduro subiu para 121. Centenas de pessoas também ficaram feridas e mais de 5 mil foram presas.

A MUD se negou a participar do processo, que considera fradulento. O governo afirmou que registrou o voto de mais de 8 milhões de venezuelanos.

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