Cuba atendeu mais de 26 mil afetados por acidente nuclear de Chernobyl

Havana, 31 jul (EFE).- Cuba atendeu 26.114 pessoas afetadas pelo acidente da Usina Nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, desde 1990, quando chegou a Havana o primeiro grupo de pacientes, informaram nesta segunda-feira meios de comunicação oficiais da ilha.

Os doentes procedentes de Ucrânia, Rússia e Bielorrússia, receberam tratamento gratuito em hospitais de Havana, majoritariamente nas especialidades de endocrinologia, seguida de gastroenterologia e dermatologia.

O programa humanitário organizado pelo governo cubano teve sua sede principal em Tarará, situada 30 quilômetros ao leste de Havana, onde foram instalados serviços médicos de nível primário, escolas e áreas de lazer.

O ano em que Cuba atendeu o maior número de pacientes - 1.415 - atingidos pela catástrofe nuclear foi 1991, segundo um estudo citado pela agência estatal "Prensa Latina".

Durante os primeiros cinco anos, o projeto atendeu mais de mil crianças por ano, e no total 21.874 menores de idade receberam tratamento médico, 57% deles entre 10 e 14 anos.

Muitas crianças viajaram para a ilha acompanhados por familiares ou por um guia vindas de cidades como Kiev, Lugansk e Irpin para se submeter a um programa que inclui exames, reabilitação, cirurgias e acompanhamento psicológico.

A explosão de um reator da Usina Nuclear de Chernobyl, em Kiev, ocorrida em 26 de abril de 1986, liberou para atmosfera mais de 50 milhões de curies de radiação e contaminou vastas áreas de Ucrânia, Bielorrússia e Rússia, a maior catástrofe na história do uso civil da energia nuclear.

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