Brasil repudia prisão de López e Ledezma e exige que sejam libertados

Brasília, 1 ago (EFE).- O governo brasileiro manifestou nesta terça-feira seu repúdio pela transferência à prisão dos opositores venezuelanos Leopoldo López e Antonio Ledezma e instou as autoridades desse país a ordenar sua imediata libertação.

Em uma mensagem oficial divulgada pelo Itamaraty, o governo do presidente Michel Temer condenou que o reingresso na prisão de López e Ledezma tenha ocorrido "um dia após a votação para a escolha de uma assembleia constituinte em franca violação da ordem constitucional venezuelana".

Segundo o governo brasileiro, "a prisão de dois dos mais importantes opositores ao governo do presidente Nicolás Maduro é mais uma demonstração da falta de respeito às liberdades individuais e ao devido processo legal, pilares essenciais do regime democrático".

No comunicado, o governo também se solidariza "com o sofrimento dos familiares de Antonio Ledezma e Leopoldo López, em particular suas mulheres, Mitzi Capriles e Lilian Tintori".

Os dois dirigentes da oposição, que encontravam-se em detenção domiciliar, foram tirados das suas casas durante a noite por funcionários do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin).

O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela justificou a ordem de transferi-los novamente à prisão em supostas informações que indicavam que ambos tinham planos de fuga.

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