EUA afirmam que prisão de López e Ledezma mostra "autoritarismo" de Maduro

Washington, 1 ago (EFE).- O governo dos Estados Unidos se mostrou nesta terça-feira "profundamente preocupado" pela nova detenção dos líderes opositores venezuelanos Leopoldo López e Antonia Ledezma, e assegurou que "é uma evidência mais" do caráter "autoritário" do presidente Nicolás Maduro.

"Os EUA estão profundamente preocupado com a decisão do governo venezuelano de voltar a encarcerar os líderes opositores Leopoldo López e Antonio Ledezma", declarou um funcionário do Departamento de Estado, que pediu anonimato, em um comunicado enviado à Agência Efe.

No julgamento de Washington, esta ação "é uma evidência mais que o presidente Maduro é um líder autoritário que não deseja respeitar os direitos humanos básicos na Venezuela".

O governo americano sancionou Maduro diretamente nesta segunda-feira, qualificando-o como ditador, com o congelamento dos ativos que possa ter sob jurisdição dos EUA e a proibição de transações financeiras.

A decisão foi uma resposta às eleições de domingo para escolher os representantes da Assembleia Nacional Constituinte, que Washington considerou uma "farsa" e das quais a oposição venezuelana não participou.

López e Antonio Ledezma, que encontravam-se em detenção domiciliar, foram tirados das suas casas durante a noite por funcionários do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin).

O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela justificou a ordem de transferi-los novamente à prisão em supostas informações que indicavam que ambos tinham planos de fuga.

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