EUA permitirão que Maduro entre no país caso queira ir à Assembleia da ONU

Washington, 1 ago (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, poderá adentrar o território americano caso pretenda comparecer à Assembleia Geral da ONU em setembro, apesar das sanções que o proíbem de viajar aos Estados Unidos desde segunda-feira, disse à Agência Efe o subsecretário de Estado adjunto dos EUA para a América do Sul, Michael Fitzpatrick.

"Certamente (terá a entrada autorizada). Como país anfitrião das Nações Unidas, temos acordos globais com a ONU para respeitar a presença de representantes de muitos países. Tudo depende das circunstâncias do momento, mas este é o nosso princípio", acrescentou Fitzpatrick, que supervisiona diretamente a política para a Venezuela.

As sanções impostas na segunda-feira não apenas congelam os ativos que o governante venezuelano possa ter sob jurisdição americana, mas também proibem a entrada no país.

Na segunda-feira, o Departamento de Estado havia indicado unicamente que, se Maduro desejasse viajar aos Estados Unidos, o órgão "revisaria" a solicitação de visto "de acordo com os requisitos das leis americanas, levando em conta as obrigações dos Estados Unidos como país anfitrião das Nações Unidas".

O presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, está sujeito há anos às mesmas sanções que Maduro e pôde viajar várias vezes à sede da ONU, onde no ano passado compareceu à Assembleia Geral.

Segundo a lista provisória de oradores distribuída na semana passada pela ONU, Maduro tem um discurso perante a Assembleia Geral previsto para o terceiro dia do encontro anual, em 21 de setembro.

Fitzpatrick defendeu as sanções impostas a Maduro, que alguns consideraram meramente simbólicas visto que não está claro que o presidente venezuelano tenha ativos nos Estados Unidos.

"Agora, o presidente Maduro é membro de um clube muito exclusivo, de poucas pessoas no mundo, sancionadas como líderes dos seus países, como o presidente do Zimbábue, Mugabe, o presidente Bashar al Assad, na Síria, e o presidente da Coreia do Norte, Kim Jong-un. É um clube bastante exclusivo. É uma sanção dura", assegurou.

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