Governo Macri analisa acordo assinado entre Promotorias de Argentina e Brasil

Buenos Aires, 1 ago (EFE).- O Governo da Argentina está "analisando com prioridade e de maneira responsável" um acordo assinado em junho passado entre a Promotoria desse país e a do Brasil que procura criar uma equipe conjunta de investigação para os casos sobre a concessão de obras públicas dadas a Odebrecht.

"O acordo estabelece que será aplicável uma vez que tenham intervindo as autoridades centrais respectivas responsáveis pela cooperação jurídica internacional, que na Argentina é a Chancelaria, enquanto que no Brasil é o Ministério da Justiça", declarou em comunicado o Executivo de Mauricio Macri.

No dia 16 de junho, a procuradora-geral da Argentina, Alejandra Gils Carbó e seu colega no Brasil, Rodrigo Janot, acertaram criar uma equipe conjunta de investigação, formada por promotores de ambos os países, para estudar os casos que afetam a Odebrecht na Argentina.

O convênio busca gerar avanços na investigação para se chegar à responsabilidade penal e patrimonial correspondente a fatos ilícitos, encargos na contratação, na licitação e na execução das obras da Odebrecht na Argentina, mas também toda questão vinculada à investigação da operação Lava Jato do Brasil que possa ter repercussão na Argentina.

No texto divulgado hoje se destaca que a Chancelaria argentina tomou conhecimento deste convênio no dia 10 de julho "através do Ministério de Justiça do Brasil".

Com base em que segundo o Executivo o acordo poderá começar a ser aplicado assim que a Chancelaria intervir, o texto divulgado hoje explica que o Ministério está analisando "com prioridade e de maneira responsável" tal convênio, "no marco das suas competências legais".

A Justiça argentina investiga o suposto envolvimento da construtora em irregularidades e pagamento de propinas para obter contratos durante o Governo de Cristina Fernández (2007-2015).

A firma admitiu em dezembro passado ter pagado no país cerca de US$ 35 milhões em subornos, fato que atinge tanto funcionários do anterior Governo como do atual.

De forma reiterada, o Governo de Mauricio Macri denunciou que Gils Carbó (considerada próxima ao kirchnerismo) não colaborou para o avanço das investigações por corrupção durante o mandato de Cristina.

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