Julgamento de ex-primeira-ministra da Tailândia fica visto para sentença

Bangcoc, 1 ago (EFE).- O Supremo Tribunal da Tailândia deixou visto para sentença nesta terça-feira o julgamento contra a ex-primeira-ministra Yingluck Shinawatra, que reiterou sua "inocência" da acusação de negligência na supervisão de um plano de subsídios agrícolas que terminou com grandes perdas para o Estado.

O painel de juízes ditará a sentença em 25 de agosto e Yingluck pode pegar até dez anos de prisão se for considerada culpada.

A ex-governante foi recebida por milhares de pessoas em frente ao tribunal no norte de Bangcoc, onde a segurança foi reforçada após as advertências do atual primeiro-ministro, o general golpista Prayut Chan-ocha, de possíveis distúrbios.

A junta militar congelou na semana passada 12 contas bancárias e propriedades da ex-primeira-ministra, a quem é exigido o pagamento de 35,7 bilhões de bahts (cerca de US$ 1 bilhão) para compensar as supostas perdas de seu controverso plano de subsídios aos produtores de arroz pelo qual está sendo julgada.

Prayuth, que liderou o golpe de Estado que depôs o governo de Yingluck em 2014, assegurou que a ex-dirigente deve responder pelos prejuízos mesmo que a decisão da Justiça seja favorável a ela.

Yingluck, por sua vez, denunciou o embargo como uma tentativa de condicionar o processo judicial.

A política, irmã mais nova do também deposto ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, foi destituída em uma polêmica sentença do Tribunal Constitucional por abuso de poder na troca de um integrante do alto escalão do governo.

Segundo a Comissão Anticorrupção, o plano de subsídios causou perdas de 600 bilhões de bahts (US$ 16,838 bilhões) e fomentou a corrupção.

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