Leopoldo López e Antonio Ledezma voltam à prisão militar na Venezuela

Caracas, 1 ago (EFE).- Os opositores venezuelanos Leopoldo López e Antonio Ledezma foram postos novamente em celas da prisão militar de Ramo Verde, nos arredores de Caracas, de onde tinham sido tirados para cumprir penas de detenção domiciliar, informaram nesta terça-feira fontes próximas a ambos.

O advogado defensor de López, Juan Carlos Gutiérrez, disse à emissora "Circuito Éxitos" que na madrugada desta terça-feira ficou comprovado que este está detido em Ramo Verde, e espera poder vê-lo por ser "dia de visita legal".

Por sua parte, Mitzy Capriles, esposa de Ledezma, já tinha assegurado em coletiva de imprensa em Madri que os advogados de seu marido tinham corroborado sua ida para a prisão.

O Vontade Popular (VP), partido de López, divulgou um vídeo que mostra o momento em que este foi tirado da sua casa por funcionários do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin) que "nunca mostraram uma ordem judicial", segundo Gutiérrez.

O advogado qualificou a medida como "arbitrária", já que López "acatou na sua totalidade" as duas condições estabelecidas para sua detenção domiciliar desde que recebeu o benefício no último dia 8 de julho: a proibição de sair do país e a de emitir declarações sobre seu caso.

"Caso se pretenda revogar a medida pelas declarações que emitiu ou pelas reuniões que teve na sua casa também seria um ato totalmente arbitrário", acrescentou, ao lembrar que López publicou no Twitter vários vídeos criticando o presidente Nicolás Maduro e convocando manifestações contra seu governo.

Ledezma foi detido em fevereiro de 2015 acusado de conspiração e associação criminosa. Após dois meses na prisão militar de Ramo Verde, recebeu uma "medida cautelar substitutiva de liberdade" e, por motivos de saúde, estava em detenção domiciliar. Quase dois anos e meio depois, Ledezma ainda não foi condenado.

López, por sua parte, passou mais de três anos na mesma prisão e seus advogados denunciaram que foi torturado em várias ocasiões.

O chavismo assegurou nesta segunda-feira que o líder do VP tinha faltado com sua palavra de "pedir paz", algo ao que supostamente tinha se comprometido perante uma Comissão da Verdade que administrou sua saída do presídio.

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