Macri volta a afirmar que não há democracia na Venezuela

Buenos Aires, 1 ago (EFE).- O presidente da Argentina, Mauricio Macri, disse nesta terça-feira que seu país tem boas relações com todo o mundo, exceto com a Venezuela, e destacou que alertou desde de seu primeiro dia no poder que não havia democracia no regime comandado por Nicolás Maduro.

"O único país com o qual a Argentina tinha um diálogo intenso era a Venezuela. Hoje, a Argentina tem um diálogo intenso e boas relações com o mundo inteiro, exceto a Venezuela", disse Macri em uma entrevista a uma emissora local.

Assim como já tinha afirmado ontem, Macri afirmou que ao ver as imagens da Venezuela e perceber o que a população do país está passando, pensa que a Argentina esteve perto do mesmo destino, uma crítica velada ao governo da ex-presidente Cristina Kirchner.

"Eu, desde o primeiro dia antes de ser presidente, dizia que não era uma democracia e muitos o negavam. Agora, finalmente, o mundo quase todo, salvo alguns setores da política argentina, diz que o que há na Venezuela não é democracia", afirmou o presidente.

O governo da Argentina afirmou em comunicado que não reconhecerá os resultados das eleições para a Assembleia Nacional Constituinte realizadas no domingo por considerá-las como "ilegais".

Para o governo de Macri, o pleito de domingo não cumpre com os requisitos impostos pela Constituição da Venezuela, não respeita a vontade de mais de 7 milhões de venezuelanos que se posicionaram contra a Constituinte e só busca garantir o atual regime.

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