Supremo venezuelano afirma que EUA ameaçam democracia no país com sanções

Caracas, 1 ago (EFE).- O Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela denunciou nesta terça-feira que o governo dos Estados Unidos ameaça a democracia no país ao impor sanções a seu chefe de Estado, Nicolás Maduro.

"Estas ações de ingerência promovidas pelo governo dos Estados Unidos pretendem atravessar a paz e a estabilidade democrática do país, combinadas ao desconhecimento das autoridades constitucionalmente escolhidas mediante o poder originário", leu em um comunicado oficial o presidente do Supremo, Maikel Moreno.

O governo americano sancionou Maduro diretamente nesta segunda-feira, qualificando-o como ditador, com o congelamento dos ativos que possa ter sob jurisdição dos EUA e a proibição de transações financeiras.

O máximo tribunal venezuelano considera que estas medidas, anunciadas ontem pela Casa Branca, têm como "único propósito submeter o governo venezuelano aos interesses imperialistas, afetando com isso a soberania e a autodeterminação dos povos".

Com esta medida, segundo o TSJ, o governo de Donald Trump violenta "grosseiramente" garantias e princípios do direito internacional "no seu afã de corroer a democracia da nossa nação, e submeter os venezuelanos a um novo modelo de colonização imperial".

Moreno assegurou que estas sanções respondem também à eleição da Assembleia Nacional Constituinte, que aconteceu no domingo e na qual não participou a oposição por considerá-la fraudulenta, da mesma forma que a procuradora-geral, Luisa Ortega Díaz, e boa parte da comunidade internacional.

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