Berlim exige libertação imediata de López, Ledezma e outros presos políticos

Berlim, 2 ago (EFE).- A Alemanha instou nesta quarta-feira o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, a libertar imediatamente os opositores Leopoldo López e Antonio Ledezma e os demais presos políticos, e qualificou a eleição da Assembleia Constituinte como "não legítima".

Com a "arbitrária detenção" de López e Ledezma, "comprometidos pacificamente com o desenvolvimento democrático do país", a Venezuela se situou "em um ponto ainda mais baixo", disse a vice-porta-voz do governo alemão, Ulrike Demmer.

A situação na Venezuela, acrescentou, "tem se agravado", com outras 15 vítimas mortais durante as eleições de domingo para a Assembleia Constituinte.

O governo da Venezuela "ignorou" todas as recomendações da ONU e de boa parte da comunidade internacional sobre as eleições, que o governo alemão considera "sem legitimidade" e não emanada de um consenso nacional.

López, Ledezma e outros presos políticos se viram privados da sua liberdade por "terem feito uso dos direitos democráticos", razão pela qual o governo da chanceler Angela Merkel exige a sua "imediata libertação", ressaltou a vice-porta-voz.

A declaração de hoje se segue à emitida pelo Executivo alemão na segunda-feira passada, em que condenou o "uso desproporcional" da força durante as eleições que, segundo Berlim, só serviram para "dividir ainda mais o país".

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos