Dono de imóvel exige que mulher que usou piscina com burkini pague a limpeza

Paris, 2 ago (EFE). - O proprietário de uma casa com piscina em Marselha, no sul da França, exigiu que a mulher usou burkini no mês passado nas dependências do imóvel pague pela purificação da água, revelou o Coletivo Contra a Islamofobia na França (CCIF) nesta quarta-feira.

Com reserva para uma semana, ela estava hospedada com a família na residência e usou o espaço com os filhos sem problemas no primeiro dia. No segundo, foi retirada da piscina pelo vigilante, depois que, segundo relatou, o conselho de moradores telefonou para o dono para avisar que alguém estava mergulhando de roupa e véu.

O proprietário proibiu a mulher de voltar a usar a piscina no restante da estadia e quis que a família arcasse com as despesas da limpeza e pediu uma compensação por ter mantido o espaço fechado por dois dias. A mulher e o marido garantem que o dono não trocou a água, mas reteve 490 euros (R$ 1.800) deles para a purificação.

De acordo com o CCIF, a mulher não se banhou com roupa de rua, mas sim com um traje apropriado, confeccionado com tecido leve, similar ao do maiô e de roupas de mergulho.

A polêmica sobre o burkini começou na França em agosto do ano passado, quando a ONG Smile 13 lançou a ideia de reservar um parque aquático perto de Marselha só para mulheres, que poderiam ir com ou sem burkini, mas que acabou sendo cancelada.

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