EUA evitam classificar eleição da Constituinte na Venezuela como "ilegítima"

Washington, 2 ago (EFE).- O secretário-adjunto para a América Latina e o Caribe do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Francisco Palmieri, evitou nesta quarta-feira classificar a Assembleia Nacional Constituinte da Venezuela como "ilegítima", apesar de o governo americano já ter afirmado que não reconhecerá o resultado das eleições realizadas no país no último domingo.

As declarações foram dadas por Palmieri em uma audiência no Senado. O senador republicano Marco Rubio pressionou o representante do alto escalão do governo de Donald Trump para esclarecer se a Casa Branca considera a eleição da Assembleia Constituinte ilegítima.

"A eleição de domingo foi uma defeituosa tentativa de minar as instituições na Venezuela e não seguiu os preceitos constitucionais devidos", afirmou Palmieri durante uma audiência sobre a Colômbia no Comitê de Relações Exteriores no Senado.

"Não reconheceremos a Assembleia Nacional Constituinte e sua reivindicação de poderes sobre a Assembleia Nacional (o parlamento da Venezuela), que foi devidamente eleita", completou.

Palmieri afirmou que os EUA apoiarão os esforços dos atuais deputados para promover uma "solução pacífica e duradoura" para a crise na Venezuela. A Casa Branca responderá à instalação da Assembleia Nacional Constituinte com "ações prontas e firmes", segundo o representante do Departamento de Estado.

A resposta não satisfez Rubio, que pressionou, sem sucesso, para que Palmieri classificasse como ilegítimos tanto a eleição da Assembleia Constituinte como o próprio governo de Nicolás Maduro.

Rubio citou uma entrevista concedida à Agência Efe ontem pelo subsecretário adjunto para Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado, Michael Fitzpatrick, que afirmou que a Casa Branca segue considerando o governo de Maduro legítimo e que não planeja reconhecer o parlamento como um Executivo alternativo.

"Queremos dialogar com o governo do presidente Maduro", declarou Fitzpatrick. "Não reconhecemos necessariamente governos paralelos. Respeitamos o governo oficial da Venezuela e do presidente Maduro neste momento", disse o subsecretário adjunto.

O senador republicano argumentou que não é possível considerar Maduro como um líder legítimo quando o presidente promoveu uma medida como a Constituinte, que substituirá o atual parlamento.

"Não vejo como podemos continuar alegando que reconhecemos a legitimidade do governo de Maduro quando se instaurar a Constituinte, algo que os EUA não reconhecem", afirmou Rubio.

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