Jornalistas e filantropos dos EUA poderão viajar à Coreia do Norte

Washington, 2 ago (EFE).- Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira que jornalistas e trabalhadores humanitários podem solicitar uma isenção à proibição de viagens à Coreia do Norte com passaporte americano, que entra em vigor no próximo dia 1º de setembro.

O Departamento de Estado enviou hoje uma notificação ao Registro Federal na qual especifica as quatro categorias que podem solicitar permissão para uma viagem de ida e volta à Coreia do Norte.

Trata-se de jornalistas que vão cobrir informações do país, funcionários da Cruz Vermelha americana e do Comitê Internacional da Cruz vermelha, outros trabalhadores humanitários e qualquer outra pessoa cuja viagem seja considerada "de interesse nacional".

A partir de 1º de setembro será crime nos EUA tentar viajar com passaporte do país à Coreia do Norte sem que uma dessas quatro categorias tenha recebido autorização.

A proibição de viagem, anunciada em 21 de julho, ficará em vigor por um ano, a não ser que o secretário de Estado, Rex Tillerson, decida estendê-la ou revogá-la.

Além disso, as pessoas que atualmente se encontram no país asiático com passaporte americano "devem abandonar a Coreia do Norte antes que a restrição de viagem entre em vigor", detalhou o Departamento de Estado em um comunicado.

O anúncio do veto de Washington aconteceu um mês após o falecimento de Otto Warmbier, um estudante dos EUA que viajou como turista à Coreia do Norte e acabou em coma após ser condenado a 15 anos de trabalhos forçados por tentar roubar um cartaz de propaganda.

O Departamento de Estado justificou em 21 de julho a proibição de viagens devido às "crescentes preocupações pelo grave risco de detenção e detenção a longo prazo sob o sistema legal norte-coreano".

Ao término de sua viagem como turista, Wambier foi detido e sentenciado a 15 anos de trabalhos forçados após ser acusado de roubar um cartaz de propaganda do hotel em que se hospedou.

A Coreia do Norte liberou o jovem em junho deste ano em estado de coma e ele morreu seis dias depois, já nos EUA, aos 22 anos.

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