Kremlin afirma que assinatura das sanções por Trump "não muda nada"

Moscou, 2 ago (EFE).- O Kremlin disse nesta quarta-feira que a promulgação da lei de sanções contra a Rússia pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, "não muda nada", uma vez que que a adoção das restrições já era dada como certa.

"Não há nada novo. Já têm inclusive as medidas de resposta", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, em alusão à ordem ditada na sexta-feira pela Rússia para que 755 funcionários da embaixada e dos consulados dos EUA no país, entre diplomatas e pessoal técnico, cessem sua atividade a partir de 1º de setembro.

Trump assinou hoje a lei aprovada pelo Congresso que adota um novo pacote de sanções contra a Rússia, algumas das quais podem afetar grandes empresas da União Europeia (UE) ao proibir investimentos em gasodutos e oleodutos russos.

Konstantin Kosachev, presidente do Comitê de Assuntos Internacionais da Duma da Rússia (câmara baixa do parlamento), advertiu que, com suas últimas sanções, "os EUA não deixam oportunidade a uma cooperação construtiva" com Moscou.

A partir de agora, lamentou, "durante anos - ou décadas - essa cooperação terá um caráter seletivo, não só pela parte americana, mas também pela russa".

Da mesma forma que fez hoje o próprio Trump, que encenou seu descontentamento com muitos aspectos da lei aprovada pelo Congresso, Kosachev afirmou que, após este novo passo que afasta ainda mais os dois países, as perspectivas de resolver os conflitos com a Coreia do Norte e o Irã "se tornaram obscuras".

A lei, aprovada na semana passada pelo Senado, endurece as sanções contra a Rússia devido à sua suposta interferência nas eleições de 2016 nos EUA, suas ações na Ucrânia e na Síria, e suas violações de direitos humanos, e limitaria a capacidade de Trump de suspendê-las sem a autorização do Congresso.

Apesar das sanções, Trump tentou melhorar as relações com a Rússia desde a sua chegada ao poder em janeiro deste ano, ainda que essa tentativa tenha se visto eclipsada pela investigação sobre os possíveis laços entre sua campanha e Moscou nas eleições de 2016. EFE

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