Oposição venezuelana convoca grande marcha contra Constituinte para amanhã

Caracas, 2 ago (EFE).- A Aliança Opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) confirmou nesta quarta-feira a convocação para amanhã de uma manifestação contra a Assembleia Nacional Constituinte, eleita no domingo entre protestos dos cidadãos e com a rejeição da comunidade internacional.

"A Unidade Democrática ratifica a MOBILIZAÇÃO CONTRA A INSTALAÇÃO DE FRAUDE CONSTITUINTE nesta quinta-feira 3 de agosto. Vamos defender a Constituição!", anunciou no Twitter a MUD, que organizou numerosos atos contra uma Constituinte considerada como uma tentativa de "consolidar a ditadura" do chavismo governante.

A manifestação estava prevista para hoje em um primeiro momento, e espera-se que coincida com a instalação na quinta-feira da Constituinte no Palácio Federal Legislativo, segundo o calendário anunciado por meios estatais, que não foi confirmado pelas autoridades.

A Constituinte vai ser instalada na sede do atual Parlamento, de maioria absoluta opositora e contra o qual, segundo o presidente Nicolás Maduro e alguns membros da Assembleia eleita no domingo, este órgão plenipotenciário iniciado para mudar a Carta Magna e reordenar o Estado tomará medidas.

Enquanto se aproxima a tomada de posse, o atual Parlamento segue trabalhando na sede legislativa alerta perante um possível desalojamento ou novos ataques de "coletivos", grupos de civis às vezes armados que dizem defender a revolução chavista e atacaram em várias ocasiões a Câmara.

Em uma sessão à qual compareceram os embaixadores da Espanha, do México, da França e do Reino Unido para respaldar esta instituição, o Parlamento reafirmou ontem que não reconhece a Assembleia Constituinte e nem as decisões que possa adotar, e se comprometeu a fazer todo o possível para evitar sua instalação.

Maduro e destacados membros eleitos da Constituinte anteciparam que este novo poder superior eliminará a imunidade dos parlamentares e tomará medidas contra os líderes opositores convocadores de manifestações que desembocaram em violência.

O atual Parlamento foi escolhido em dezembro de 2015.

Desde o mesmo começo da legislatura, a Câmara foi declarada "em desacato" pelo Supremo Tribunal, uma corte acusada de ajudar Maduro.

Numerosos países estrangeiros informaram que não reconhecerão a nova Constituinte, e já estão em andamento sanções contra Maduro por impulsioná-la.

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