Para evitar deportação, jornalista do Uzbequistão tenta se suicidar em Moscou

Moscou, 2 ago (EFE). - O repórter do jornal opositor russo "Novaya Gazeta" Ali Feruz tentou se matar dentro do tribunal de Moscou que ordenou a sua deportação ao Uzbequistão, onde nasceu e onde teme ser perseguido por ser homossexual, informou a imprensa local nesta quarta-feira.

"Nurmatov (sobrenome do jornalista que publica os seus artigos sob o pseudônimo de Ali Feruz) tentou se suicidar, mas os guardas conseguiram impedir a tempo", disse um policial.

A fonte acrescentou que o comunicador "estava disposto a tomar medidas extremas para evitar o retorno ao seu país" e que por este motivo também estava evitando "ir à embaixada do Uzbequistão para renovar o passaporte, que supostamente ele perdeu".

De acordo com o "Novaya Gazeta", Feruz foi perseguido e torturado em seu país por ser homossexual, "orientação punida com prisão no Uzbequistão".

Hoje, a Justiça considerou crime o fato de ele residir ilegalmente na Rússia desde 2011. O repórter não reconheceu a denúncia, alegou estar há três anos realizando os trâmites pertinentes para legalizar a sua permanência e acrescentou que a Rússia está retomando as torturas, assim como as que ele viveu no Uzbequistão.

Ali Feruz foi levado para uma prisão para imigrantes condenados a deportação e pode recorrer da sentença em um prazo de dez dias.

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