Trump assina projeto de lei com novas sanções à Rússia

Washington, 2 ago (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira um projeto de lei aprovado pelo Congresso que endurece as sanções contra a Rússia, informou à Agência Efe um funcionário da Casa Branca.

O projeto, aprovado na semana passada pelo Senado, endurece as sanções contra a Rússia devido à sua suposta interferência nas eleições de 2016 nos EUA, suas ações na Ucrânia e na Síria, e suas violações de direitos humanos, e limitaria a capacidade de Trump de suspendê-las sem a autorização do Congresso.

O presidente americano promulgou a lei após a ordem decretada na semana passada por Moscou ao governo dos EUA para cortar seu pessoal diplomático na Rússia em resposta a essas últimas sanções aprovadas pelo Congresso.

O Ministério de Relações Exteriores russo ordenou em 28 de julho que o governo americano reduza, a partir do dia 1º de setembro, o número de diplomatas e colaboradores que trabalham em sua embaixada em Moscou e nos consulados de São Petersburgo e outras cidades, até o mesmo número do pessoal diplomático russo nos EUA.

Essa medida implica no corte de pessoal diplomático, técnico e de apoio das missões dos Estados Unidos na Rússia até deixá-lo em 455 pessoas, segundo informou o Executivo russo.

No último dia 27 de julho, o Senado dos EUA, com apoio de republicanos e democratas, aprovou por 98 votos a favor e apenas dois contra a legislação, que também inclui sanções contra a Coreia do Norte e o Irã por seus programas armamentistas.

Anteriormente, a Câmara dos Deputados americana já tinha aprovado o projeto de lei por 419 votos a favor e três contra.

O presidente russo, Vladimir Putin, atribuiu na semana passada as sanções a uma "histeria anti-Rússia" nos EUA, enquanto seu Ministério de Assuntos Exteriores indicou que representam "um passo muito sério para a destruição das possibilidades de normalizar as relações".

Apesar das sanções, Trump tentou melhorar as relações com a Rússia desde a sua chegada ao poder em janeiro deste ano, ainda que essa tentativa tenha se visto eclipsada pela investigação sobre os possíveis laços entre sua campanha e Moscou nas eleições de 2016. EFE

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