Americana que convenceu namorado a se matar é condenada a 15 meses de prisão

Nova York, 3 ago (EFE).- Um tribunal de Massachusetts condenou nesta quinta-feira a 15 meses de prisão uma jovem que incitou o namorado a se suicidar há três anos por meio de diversas mensagens de texto.

Michelle Carter, que tinha 17 anos no momento dos incidentes, tinha sido declarada em junho culpada por homicídio culposo e enfrentava uma pena máxima de 20 anos de prisão.

O juiz Lawrence Moniz determinou nesta quinta-feira uma sentença de dois anos e meio de prisão, mas decidiu que a jovem deverá cumprir apenas 15 meses, passando depois para um regime de liberdade vigiada.

A pedido do advogado de Carter, o magistrado do tribunal de menores suspendeu a sentença até que se complete o processo de apelação.

A decisão do juiz incluiu, entre novas coisas, uma proibição para que a jovem se beneficie futuramente de seu conhecimento do caso, por exemplo com a venda de um livro ou a participação em um filme.

O caso tinha despertado um forte interesse nos Estados Unidos e no âmbito legal, dado que a acusada não estava presente na cena do crime, a vítima agiu sozinha e o estado de Massachusetts não penaliza legalmente a incitação ao suicídio.

A vítima, Conrad Roy III, de 18 anos, morreu no dia 12 de julho de 2014 por intoxicação de monóxido de carbono no próprio veículo.

Roy dirigiu até o estacionamento de um supermercado e colocou a saída de uma bomba de água que emitia gás dentro do veículo, mas saiu. Carter disse por telefone para que a vítima voltasse a entrar, segundo a promotoria.

Anteriormente, a jovem já tinha enviado dezenas de mensagens de texto a Roy o animando para executar os seus planos para se suicidar.

"Simplesmente, você tem que fazer isso. Você disse que faria. Ou seja, não entendo por que não o fez", disse a então menor de idade à vítima no dia da morte.

Durante o processo, a promotoria utilizou as correspondências entre ambos para tentar provar que as palavras de Carter foram imprudentes e que sua conduta provocou a morte de Roy.

A defesa, enquanto isso, alegou sempre que Carter não era responsável pela morte do jovem porque este tinha um histórico de depressão e já tinha tentado se suicidar antes, enquanto que pôs sobre a mesa os problemas de saúde mental da acusada.

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